Bem vindos à Marinha Imperial

“-Que horror!” – foi assim que o Marshall me respondeu ao ler a minha build pro primeiro torneio de 2019 em BH. O meu primeiro torneio de X-Wing Second Edition.

Quem está mais perto sabe da minha “excentricidade” ao criar esquadrões. É uma alegria à parte do jogo voar com esses “Frankensteins”. Só que às vezes dão certo.

Nesse último fim de semana, realizamos o primeiro torneio Uai-Wing pra segunda edição do jogo e, como não poderia deixar passar em branco, estreei com um time que queria ver na mesa desde o lançamento. “Mother Sloane” é a build que idealizei assim que vi o upgrade da almirante imperial. Claro que muitos já devem ter jogado com essa lista. Impossível não o terem feito. Está toda pronta no kit imperial. Seis Tie figther (Academy Pilots) e um Omicron (carregando Sloane, Kalus e um hull upgrade) de 11 de vida. Números. Basicamente é isso que temos na mão.

O funcionamento é simples. Chega a ser quase idiota de tão simples. Temos seis Tie Fighters. Se o oponente derrubar uma delas (e se essa Tie está a range 0-3 da Lambda), esse então recebe dois tokens de stress. Como se não bastasse, a habilidade da almirante permite re-rolar um dado contra um oponente stressado. E o melhor que serve pra qualquer arma, de qualquer nave em range 0-3. Sendo assim, você simplesmente sacrifica uma nave por rodada pra eliminar uma peça do oponente por turno. Óbvio que isso faz da Lambda o alvo primário, mas aí entram a ação de reinforce (pra mitigar o dano), Kalus pra compensar a falta do foco no ataque e debries (gerar stress). O deploy primário é a Lambda no centro e 3 ties de cada lado, assim podendo atacar o inimigo de forma mais solta que em relação a uma build com a Howlrunner. Juro que sinto falta dessa piloto, mas seu uso aqui seria desnecessário (é sério).

Como a Lambda pode atacar com arco traseiro, claro que iremos jogá-la pro engage também (afinal, são 3 dados de ataque, juntamente com o Kalus né?). As ties podem se lançar com mais liberdade, bloqueando com uma ou duas e três outras flanqueando o oponente. Como eu disse, uma estratégia simples. Um adendo à essa parte, Sloane na Lambda (ou Decimator) permite utilizar praticamente todo o mapa de jogo, caso esteja no centro desse.

Nesse torneio do dia 13 de janeiro, vimos muitas listas diversas. Claro que timevemos Dash Roark, Whisper Vader, mas também tivemos Boba Fett e Fenn Rau, Bombers e Punishers distribuindo torpedos e uma Star Fortress e Poe, fazendo um estrago absurdo. Mas deixamos essa última pra depois.

Meu dia começou contra um rebelde (Rafhael Lima). Roark Lando. Uma build que comentei com outros dois colegas as habilidades e interações dos pilotos e upgrades, (ou seja) uma build que eu conhecia. Fiz o deploy com a Lambda colada no lado esquerdo do mapa, e com as ties em duas fileiras. O oponente resolveu encarar de frente meu esquadrão, posicionando Roark de frente pra Lambda, e o Lando encarando as Tie Fighters. Lando tinha Han Solo como Gunner, logo, escolhi Roark com a condição inicialmente. Foi uma partida bem rápida. Óbvio que Roark derrubou uma Tie, recebendo dois stress e recebeu todo o peso do swarm após isso. Salvo pelo Shield Upgrade, a HWK sobreviveu uma segunda rodada, tempo suficiente pra ativar o Han Solo mais uma vez, mas esse não conseguiu levar a Lambda. Mais alguns vários turnos (porque ainda é uma Lambda apesar do arco traseiro) e finalmente Lando caiu. Pra falar a verdade, creio que o Dash teria caído mais rápido, isso porque o Lando sempre tinha dois focos (pelo perceptível copilot) e evade. Terminei a partida com cinco Ties e a Lambda com dois de Hull.

Segunda partida foi contra o Filipe Freitas (outro rebelde), esse vindo com Wedge, Garven e Dutch Vander. Achei que ele seria o campeão do torneio. Lançando mão de swarm tactics, ele atacava com Y-Wing, depois Garven e aí o Wedge (recebendo o token após o Garven utilizar) eliminava a nave inimiga. Milagrosamente, nenhuma Tie caiu nesse primeiro engage (COMO ASSIM? FERROU MEU ESQUEMA). Foi aí que o swarm bateu seco, mas ainda assim levou a Y. Vale ressaltar que esse tipo de coisa foi totalmente inesperado. Ditando assim todo o resto do jogo. Aos trancos e barrancos (com vários erros de ambos os lados), acabamos o último round com Wedge e 3 Fighters. Um último erro e (devido à não familiaridade dos novos dials) virei uma Tie pro lado errado,mas ainda tinha duas que ficaram de frente pra T-65, finalizando a nave e o jogo. Partida recheada com muitos bumps propositais, que acabaram minando a ARC adversária. Segunda vitória adquirida.

Terceira partida foi regada à pizza (tava com muita fome hahahaha) e vale os parabéns pra cozinha do Clube Nerd. Pizza estava divina! Muito obrigado!

Lá fui enfrentar Boba Fett, Fenn Rau e L3-37, nas mãos do Paulo Filho (ninguém menos que o melhor colocado das terras do pão de queijo no Nacional de 2018). Realizei o deploy que eu queria. Lambda ao centro, 3 ties de cada lado. Condition no Rau (meu primeiro erro desse jogo). Deveria ter posto no Boba. Enfim, Firespray veio como um trator. Levou duas das minhas ties no segundo engage. No terceiro eu consegui eliminar o Boba Fett. Foi lindo ver cinco naves batendo e o medidor de vida agaixando como se tivesse acertado a jugular de alguém. L3-37 caiu fácil, mesmo sem re-rolar dados. Mas confesso que uma leitura errada da habilidade da Fang foi decepcionante. Não havia percebido que não precisava estar frente-a-frente com a nave. Tinha feito de tudo pra ficar nas costas da nave e joguei a Lambda pra perdê-la, mas devia ter ido menos afoito. Por fim, e com duras perdas, venci a partida. Foi tenso. Muito tenso. Mas muito gratificante ao final.

A essa altura, tínhamos três pilotos 3-0. Alexandre Fernandes e Pedro Raia eram os outros dois. Duas builds com aquilo que era o meu predador natural. Bombas e bombas com trajectory simulator. Sabia que poderia encarar esse desafio. Não era medo ou receio, mas ansiedade em como proceder.

Decidido o pareamento, encarei o Pedro e seus heróis da Resistência. Refiz o deploy como no anterior, mas a condition do Kalus foi para o piloto correto. Consegui encarar o Poe logo de cara, o mesmo estava com um stress, mas mesmo assim conseguiu defender tudo. A Bomber chegou e inverteu o jogo. Levou minhas tie uma a uma. Num round caíram duas, mas sobreviveu num round, depois de eu perder um minuto da atenção e jogar uma Tie Fighter numa pedra. Sinceramente, após esse round, achei que tinha perdido o jogo. Sobraram então a Lambda (fora de range) e um Academy Pilot. A Bomber com mais uma próton bomb e o Poe quase full. Em dois movimentos, consegui bloquear a Bomber e sair do arco do Poe com a Tie Fighter. A Lambda ainda estava fora de combate, mas Ben Teene havia lançado a próton (talvez esperando um k-turn no lugar do turn left 1 e o barrel que eu fiz). A bomba explode e a nave sai do jogo. Agora estava eu com duas naves contra o Poe. Uma Tie Fighter e uma Lambda (ainda com 7 de hull mais dois shields). Foram mais 4 rounds. Tensos. Partida decidida pelo Kalus. Sinceramente, a melhor partida do dia. Sobraram a Tie Fighter e a Lambda com dois de vida. Um fim de torneio que, com a derrota do Alexandre na última rodada, consagrou a Almirante Sloane como a “Mãe do swarm” nesse dia.

Um dia excelente pro Império Galático. Os três primeiros postos com builds imperiais (Henrique “He-Man” em segundo e Lucas Quaresma em terceiro), com Pedro Raia em quarto (com uma diferença de 56 pontos no movimento pro terceiro colocado). Meu primeiro torneio da segunda edição e primeiro torneio ganho dentro do Clube Nerd.

Parabéns a todos os pilotos envolvidos! Cada um com sua habilidade e ousadia. A Marinha Imperial, em nome do Império Galáctico, reconhece seus feitos.

Por Giovanni Diniz

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