E, Agora, Segunda Edição

Salve pessoal, aqui é o Lucas Quaresma (Quaresmão da Massa) e apareço para dizer que, agora, OFICIALMENTE, Belo Horizonte joga a Segunda Edição do X-Wing. No último domingo (13/01/2019) o ClubeNerd recebeu a primeira etapa da Liga Uai Wing 2019. E dezenove jogadores, das mais diferentes facções, listas e estilos de jogo fizeram a alegria das mesas (que vinham recebendo eventos com seis, sete ou oito jogadores).

A ausência de material pela fornecedora nacional não foi justificativa para a falta da diversão. Como muitos jogadores adquiriram os kits de conversão, o empréstimo de cartas, bases e dials foi uma constante. Até aqueles que desejaram jogar com a Primeira Ordem e Resistência puderam aproveitar. Aqueles que não tiveram material oficial disponível puderam fazer uso de proxies. Isso gerou um torneio em um clima muito amistoso e divertido, bastante característico na Terra do Pão de Queijo.

Para mim, a Segunda Edição começou em 2019. Após o Nacional tive de me focar em questões particulares que demandaram mais tempo do que o desejado. Mas já nos primeiros dias de janeiro me foquei em montar algo para, pelo menos, poder participar dessa festa. Inicialmente pensei no “Temível” Dash e Roak, que vinha basicamente assustando adversários com seus dois ataques com cinco dados antes da primeira possibilidade de engage adversário. Apesar de forte, não foi o estilo de jogo que me cativou. Tentei, na sequência, um pequeno swarm da Escória. Até tinha potencial (a lista tinha o perigoso Porco Mito) mas os PSs baixos não me agradaram muito.

Ai resolvi migrar para o Império e ver se as Bombers e Punishers realmente são isso tudo nesse momento. E o que vi é que são ótimas plataformas de ordenaça, seguido de muita vida. Isso me garantiria a possibilidade de não me preocupar com dados verdes (variável que nunca gostei) com a possibilidade de derrubar uma nave em um primeiro engage bem feito. Minha lista foi:

➔ Jonus (com Barrage Rockets)

➔ Rhymer (com Cluster Missiles e Adv Proton)

➔ RedLine (com Proton)

➔ DeathRain (com Trajectory, Barrage e Seismic Charges).

A estratégia é clara. Engage rápido e certo, para massacrar o máximo possível. Por isso treinei como pude e simulei situações como batalha contra naves de PS superior ao meu, naves que pudessem eliminar meus tokens e, até, listas tão agressivas quanto a minha. Claro, é um início de processo, mas gostei do resultado.

Minha primeira partida do dia foi contra o mestre Dênis. Ele apresentou uma lista com Vermeil com Palpa; Whisper com Juke e Vader; RedLine com Proton Torpedos e Bombs. O deploy deixou cada nave em um ponto da mesa (Vermeil na minha esquerda, Red no centro e Whisper na minha direita). Pelo que observei, ele aguardava minha decisão para se aproveitar das outras naves.

Pensei, inicialmente, em tentar eliminar a Whisper. Talvez essa fosse a decisão ideal. Mas, como ele não expunha as naves, tive receio de não conseguir arco no momento adequado, o que me tiraria um turno de ataques. Então me foquei no Major. O resultado foi o esperado (a nave caiu) mas RedLine é uma nave que, sem a devida atenção, pode causar estrago. Ela acabou sendo meu segundo alvo no jogo. Aliado a alguma felicidade na rolagem de dados, fui efetivo. Porém Whisper brigaria contra uma Bomber e uma Punisher. Eu tentei armar uma armadilha (que até seria efetiva). Perdi a Bomber e, quando a Punisher foi atacar, observei que não tinha feito um Reload para atacar com míssil. Resultado: Ataque simples, que não assustou. Perdi no tempo. Detalhe: Apesar do resultado, o jogo foi extremamente equilibrado e muito bom de se jogar. Se não fosse suficiente, foi bem divertido.

Já, na segunda rodada, meu adversário foi o Ierson, que apresentou uma lista baseada no Han Solo e Luke Skywalker. Neste eu acho que a colocação das pedras me ajudou, permitindo dificultar a movimentação dos dois. Resultado: Luke Caiu após um tiro apenas. Han, após três. Partida bem controlada.

Meu terceiro adversário foi o Jairo. Sua lista era muito parecida com a do Dênis (meu primeiro jogo). Dessa vez, me beneficiei da demora na chegada da Whisper. Isso me permitiu focar no RedLine (que acho que só conseguiu dar um tiro no jogo) e no Vermeil (que atrapalhou, principalmente me roubando tokens). No fim, realmente me preocupei com a Whisper mas, com um pouco de paciência e, principalmente, fazendo os reloads para abusar da ordenança, pude vencer outro grande jogo.

Minha última partida do dia foi contra o querido Paulo “Filho” que, após o Nacional, apelidei de CAMPEÃO (nada mais justo). Ele apresentou uma lista que penso em usar no formato Hyperspace (Fenn Rau, Boba e L3). Essa é uma lista interessante porque sempre se moverá (com seus principais pilotos) após todas as minhas naves. Isso significava que eu teria de aguardar um turno para, então, poder fazer uso de ataques com ordenança que exigem mira. O jogo mudou (para meu lado) quando, no momento do primeiro engage, Boba parou sobre uma pedra. Com isso perdeu a chance de efetuar ataques. Isso me ajudou demais! Fenn jogou muito mas, como aconteceu na primeira edição, começou a sofrer com as bombas. Venci mais um grande jogo.

O resultado final me colocou em terceiro, atrás do He-Man (por míseros dez pontos de mov) – que jogou com uma plataforma de ordenaça similar a minha; E Giovanni, grande campeão do torneio (com Lambda e várias TIEs). Infelizmente não pude ver nenhuma partida desses dois gênios, mas tenho certeza que estão no caminho certo.

Agora é seguir com os eventos da Liga. Já na próxima semana teremos o encontro na Garagem do Nerd e, na seguinte, na UG. É hora de afinar as turbinas e estar pronto para as batalhas.

Muito obrigado a todos, e um abraço do Quaresma

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